Terça-feira, 14 de Novembro de 2006

O REFERENDO

Qual é o objectivo dos referendos? Levar o povo a pronunciar-se sobre determinadas questões e a questão, agora, é o aborto. O povo vai ser chamado a pronunciar-se sobre a despenalização do aborto. Não foi aceite a proposta do PCP que pretendia que fosse o Parlamento a legislar sobre a matéria, já que tinha competência para isso, e avançou-se com a ideia do referendo, remetendo-se para a vontade popular a prorrogativa de dizer "sim" ou "não"  à IVG . No congresso do PS, Helena Roseta apelou ao Primeiro Ministro para que o resultado do referendo não fosse tido em consideração se não fosse vinculativo, isto é, se a participação fosse inferior a 50%. Neste caso, deveria ser o Parlamento a legislar, fazendo-se tábua rasa do resultado obtido no referendo. Sócrates não aceitou a proposta e, a meu ver, fez muito bem. Se a ideia era levar a Assembleia da República a legislar sobre a despenalização do aborto, qualquer que fosse o resultado do voto popular, caso não fosse vinculativo,faria algum sentido perder tempo e dinheiro com  o famigerado referendo? Seria aceitável dizer àqueles que se deslocassem das suas casas para votar: "Quisemos saber a vossa opinião, mas como a participação foi inferior a 50%, nós agora é que decidimos". Não, francamente não concordo. Se há referendo, há que respeitar a vontade daqueles que se dão ao trabalho de votar, para o bem e para o mal.

publicado por mmfmatos às 01:29
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8 comentários:
De paraquedista a 14 de Novembro de 2006 às 06:50
Realmente... Já que tantas vezes não respeitam nada nem ninguém, ao menos, e já que se propuseram a fazer valer o referendo, que seja respeitado o resultado do mesmo e deixem-se de abortos ao referendo... Ele há por aí com cada aborto!!! Bom dia, que já vou trabalhar.
De José S. a 15 de Novembro de 2006 às 05:30
Acho que o problema do aborto é muito mais lucrativo, em termos políticos, se não for resolvido. Vai alimentando polémicas e nunca se chega a saber se os apoiantes e os contras estão, realmente, interessados em resolver alguma coisa.
Já se disse por aí que alguns dos apoiantes conseguem tirar muito mais dividendos não resolvendo nada porque assim têm sempre alguma coisa a contestar.
Politiquices a mais e resultados a menos. E agora lá se vão gastar mais uns milhões de euros para, provavelmente, ficar tudo como dantes.
Pessoalmente não tenho ideia formada sobre o assunto, talvez porque não me afecta directamente, mas gostava de ver terminada esta "novela" produzida pelos políticos e que se arrasta em episódios intermináveis. Ás vezes quer-me parecer que o problema do aborto é trazido à baila sempre que é necessário desviar as atenções de merdas que estão a acontecer.
É Portugal! O que é que se há-de fazer.
Beijinho.
De pacotesdeleite a 15 de Novembro de 2006 às 14:42
Aos portugueses o que é dos portugueses, e o direito de escolha no referendo é dos portugueses. Por isso deixem o povo decidir.
De touaqui a 16 de Novembro de 2006 às 13:10
Mas qual decidir , tantas vezes veem a terreiro , até que um dia o POVO se cansa da merda do referendo´.
E é o que vai acontecer , estamos fartos e refartos de votar na merda do ABORTO, mas que merda , porque razão a minha mãe não abortou , porra que caraças estes gajos de hoje são umas autenticas taras de chatiar um caraças .
Porra , merda , vão lá para o caraças mais a questão do aborto , não voto SIM.
De Maria Papoila a 17 de Novembro de 2006 às 18:37
Claro que a decisão dos que votam tem de ser respeitada e se for Não é mesmo Não... aliás é o Não que interessa...
O Referendo tem como objectivo não legislar porque o lucro está na "ilegalidade"... Os abortos clandestinos vão continuar a executar-se e em condições miseráveis.
Beijo
De Jofre Alves a 17 de Novembro de 2006 às 19:26
Em relação ao aborto, suspeito duma coisa: se o aborto fosse legal em tempos recuados, a maior parte dos nossos políticos não tinha nascido, pois os pais tinham abortado de vergonha por parirem tais rebentos. Bom fim-de-semana e até breve.
De commonsense a 20 de Novembro de 2006 às 21:21
Este referendo é uma farsa, organizada por farsantes. A lei actual já prevê casos mais do que suficientes para o aborto. O que se quer, agora, é a liberalização total.

É hipocrisia argumentar com as mulheres que vão abortar a Espanha. Elas continuarão a ir abortar longe, mesmo com a nova lei, porque esta continua a não garantir o anonimato do aborto, ao exigir que seja feito em estabelecimento público.

Ora, como é mais do que sabido, o que leva muita gente a abortar em Espanha e, em geral, no estrangeiro, é a vontade de que niguém saiba.

Além disto, a lei que se quer agora aprovar não permite que o Pai - todas as crianças têm pai - tenha uma palavra na questão. Imaginemos um casal casado em que a mulher engravida do marido e quer abortar. O mardo, pai da cirnala não quer que ela aborte e lhe mate o filho. esta lei permte que a mãe aborte contra a vontade do pai.

É inacreditável!!!
De padeiradealjubarrota a 21 de Novembro de 2006 às 19:30
Então o referendo é só para lavar consciências da treta. Então nem vale a pena fazê-lo! Inédito.

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