Sexta-feira, 26 de Maio de 2006

COW PARADE

O PACIENTE PORTUGUÊS andou à caça das vacas (para fotografar, claro).Vão até lá.
sinto-me: uma cow reporter
publicado por mmfmatos às 18:00
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COMENTANDO O COMENTÁRIO À PUBLICIDADE RASCA

Foi feito um comentário no meu artigo  "PUBLICIDADE RASCA" que não quero deixar sem resposta:
Amigo Joel Pinho quando diz que não compreende o motivo de tanta indignação porque na publicidade em causa ( e aqui passo a citar ): " ... apenas há um termo de comparação ligado aos parâmetros da nossa sociedade, entre a tentativa de um relacionamento entre um casal, em que tentam ver se dá certo, e a utilização prolongada de um automóvel para constatar se é o carro ideal... " quero informar que percebo perfeitamente qual é a mensagem que se pretende passar, só não percebo como se pode recorrer a um conceito arcaico e boçal - a mulher propriedade do pai passa a ser propriedade do marido que a devolve por não corresponder às suas expectativas - para justificar os atributos e modernidade de um automóvel. Efectivamente há 50 anos era assim que as coisas se passavam - a mulher deixava de ser propriedade do pai para passar para a tutela do marido - mas não é o que se passa agora e um publicitário com um mínimo de imaginação certamente encontraria outra forma de estabelecer o tal paralelo entre o casal e o automóvel ideal. Qualquer coisa do género: "Olha fofa ao fim de três dias de casamento, cheguei à conclusão de que não és mulher para mim, vamos lá separar os trapinhos e cada um segue o seu caminho .... ". O resto do texto não tem qualquer problema e poderia manter-se tal como está, visto que hoje em dia qualquer pessoa de bom senso compreende que o relacionamento a dois antes do casamento é uma experiência essencial para um compromisso mais sólido do futuro casal. Quando o amigo Joel Pinho afirma que só considera o anúncio imoral quem o vê com olhos de bagôgo ( procurei em vários dicionários e não encontro o termo, pelo que presumo que a palavra que queria empregar seria bacoco ), devo dizer que bacoco é o publicitário que não consegue fazer a destrinça entre o humor subtil, apelativo e original e o pretenso humor que recorre a modelos estafados e grosseiros. Certamente o tal publicitário da Opel ignora que há 50 anos, em Portugal, se uma mulher tivesse a ousadia de abandonar o marido, este tinha o direito de recorrer ao tribunal que enviava um oficial de justiça para a entregar de volta ao marido, que uma mulher casada ( se fosse casada pela Igreja, mesmo separada de pessoa e bens a situação era a mesma ), não podia ausentar-se do país, nem que fosse numas simples férias ou fim-de-semana até Badajoz, sem que o marido a autorizasse por escrito, papel que ela tinha de apresentar na fronteira juntamente com o passaporte. Os anos que nos separam desses tempos ainda não são suficientes para que uma mulher não se sinta humilhada ao ver-se retratada de forma tão degradante. Diz o meu amigo que se fosse ao contrário, ou seja, o homem a "ser despachado" (foram estes os termos que usou) que já não haveria polémica. Claro que não haveria polémica porque a situação seria de tal maneira insólita e ridícula que todos desatariam à gargalhada tanto mais que o publicitário teria de arranjar uma mulher de circo barbada e musculada para carregar o "objecto" até à casa dos seus progenitores. Mas tudo seria diferente se o dito publicitário tivesse o rasgo imaginativo de colocar um casal trajado com fatos da Idade Média em cima de um alazão junto à ponte levadiça de um castelo onde a dama, com ar assustadiço e infeliz, seria depositada pelo alarve cavaleiro seu esposo. Outros tempos, outras vidas .....

Termino com uma pergunta: "Será que a Opel não tem técnicos de marketing?"

 

publicado por mmfmatos às 12:23
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Quinta-feira, 18 de Maio de 2006

PUBLICIDADE RASCA

Se eu tivesse intenção de comprar um carro da marca Opel, mudaria imediatamente de ideias face à publicidade apresentada na televisão que nos mostra um puro macho latino que carrega a sua jovem esposa ao colo até à porta da suposta casa dos pais depositando-a nos braços do também suposto pai, qual mercadoria sem préstimo, enquanto afirma que após três dias de casado chegou à conclusão de que ela não era mulher para ele. Vira costas deixando o pai embasbacado na ombreira da porta com a mercadoria devolvida nos braços. A seguir vem a frase que é qualquer coisa do género tudo é diferente quando se pode experimentar antes, faça um test drive etc.etc., enquanto nos brindam com a imagem de um reluzente Opel Astra. É o mais puro exemplo do que poderemos classificar de publicidade rasca, grosseira e indigna para a condição da mulher, não só na sua qualidade de mulher como de ser humano que se vê aqui retratada como um produto que se adquire e se devolve ao fornecedor (que neste caso é o pai) pelo facto de não ter agradado ao cliente. É assombroso que haja publicitários com tamanha falta de nível, mas mais assombroso ainda é o facto da Opel ter aceitado material tão rasteiro para promover os seus carros e que na RTP, estação paga por todos nós, passe publicidade deste género. É obsceno, aviltante e de um mau-gosto tão grande que demonstra sobejamente a falta de criatividade do seu autor que, desde já, aconselho que se dedique a outra profissão porque para esta falta-lhe bom senso, bom gosto e talento.

ENQUANTO O ANÚNCIO NÃO FOR RETIRADO DOS NOSSOS ECRÃS, VAMOS BOICOTAR A OPEL

publicado por mmfmatos às 17:45
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