Quinta-feira, 26 de Outubro de 2006

O QUE OS POLÍTICOS DIZEM QUANDO LHES CORRE MAL O DIA

Eu sempre fui uma pessoa de boas contas e qual não foi o meu espanto quando soube que ando há anos a pagar a electricidade abaixo daquilo que me competia. As facturas comprovam que sempre paguei, em tempo útil, as "continhas" que a EDP me apresentou e não fui eu que legislei nem promulguei o diploma de 1995 que estabelecia que os aumentos tarifários não podiam ter em cada ano um valor superior à taxa de inflação esperada para esse ano. A referida legislação foi revogada e a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos ( ERSE ) , apoiada na lei em vigor (Decreto-Lei nº 29/2006, de 15 de Fevereiro), veio propor aumentos de 15,7% para liquidação dos retroactivos resultantes da diferença existente entre aquilo que os consumidores pagaram e aquilo que deveriam ter pago. Pois é meus amigos, enquanto a EDP acumula lucros astronómicos, os consumidores que sempre pagaram as suas contas porque, caso não o fizessem teriam de se alumiar à luz da vela, são acusados de caloteiros se atendermos às palavras do Secretário de Estado Adjunto da Indústria António Castro Guerra: "São os consumidores que devem este dinheiro. Não é mais ninguém ... Este défice tem de ser pago por quem o gerou ". E esta hem !!!!!!!!! o Sr. Secretário de Estado ( que ainda por cima é adjunto) tem o desplante de lançar sobre nós, pobres consumidores, a culpa do défice energético por não termos pago aquilo que nos competia. No dia seguinte o Ministro da Economia Manuel Pinho, talvez para se redimir por ter anunciado levianamente o fim da crise, propõe a redução do aumento tarifário para 6% enquanto o tal Secretário de Estado Adjunto justificava as suas palavras dizendo que " tinha tido um dia menos bom ". Provavelmente a mulher "esteve com enxaqueca" e vai daí somos nós que temos de apanhar com os desaforos provocados pela insatisfação do Sr. Secretário de Estado ( que ainda por cima é adjunto ).

publicado por mmfmatos às 12:04
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Sábado, 14 de Outubro de 2006

GATOS HIPOALERGÉNICOS

Os amantes de felinos que estão impedidos de terem em casa o seu animal de estimação por sofrerem de alergias, alegrem-se porque o seu tormento chegou ao fim. Uma empresa americana de biotecnologia descobriu a forma de efectuar a reprodução de gatos a que deram o nome de felinos hipoalergénicos. São gatos geneticamente modificados através da remoção do gene responsável pelas alergias . Por 4000 dólares poderão adquirir um encantador bichano sem que isso lhes provoque comichões ou problemas respiratórios. É um bocado caro, mas há carpetes de pelo igualmente caras que também provocam alergias e, pelo menos, os bichanos sempre mexem.

Para quem estiver interessado, a empresa chama-se Allerca e está sediada na Califórnia, mas apressem-se porque já há muita gente em lista de espera para a aquisição do seu gatinho hipoalergénico .

publicado por mmfmatos às 16:24
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Domingo, 8 de Outubro de 2006

OS PIONEIROS DE MARINGÁ

A autarca de Vila de Rei, Irene Barata, preocupada com o envelhecimento da população local, teve a ideia peregrina de repovoar a terra com gentes de sotaque brasileiro. Nada mais simples, os candidatos não se fizeram rogados e deixaram Maringá, pensando talvez encontrar neste lado do Atlântico a árvore das patacas. Nós ficámos a saber que havia no Brasil uma terra chamada Maringá, cuja população estava disposta a "crescer e a multiplicar-se" para colmatar a falta de capacidade reprodutora das nossas gentes. Uma história idílica que teve honras de telejornais, presença em programas televisivos, caso do "Prós e Contras" onde os "novos pioneiros" foram apresentados como um exemplo já que se tratava de pessoas qualificadas - uma psicóloga, um informático, uma jornalista, um professor de literatura - que estavam dispostos a executar tarefas num lar de terceira idade e na restauração, recebendo o salário mínimo. Questionadas pela apresentadora do programa - Clara Campos Ferreira - a psicóloga e a jornalista, afirmaram alegremente que estavam habituadas a desempenhar aquelas tarefas nas suas próprias casas, que todo o trabalho era digno e que a sua vinda para Vila de Rei correspondia a um desejo de mudança nas suas vidas. Não lhes interessava viver em "cidade grande" e estavam em Vila de Rei para ficar. Não passaram muitos meses, a debandada já começou e as queixas também: "Foram enganados, não tinham casa e passavam fome". Estas foram as lamentações de três deles - um casal e uma irmã - que se escapuliram para Cascais. Provavelmente ouviram dizer que era ali a terra das "tias" e se calhar foram em busca de uma que lhes desse melhor vida do que aquela que tinham na pensão onde trabalhavam em Vila de Rei. A autarca é que não desarma e continua com o projecto de importar mais gente de Maringá e não me admira que, apesar das notícias saídas nas manchetes brasileiras, eles venham quanto mais não seja para uma passeata até "às europas". A senhora é que não está a ver bem o problema porque se a ideia dela é repovoar a terra, tem de importar o material de outras paragens, tem de se virar para África ou para a Índia porque aí é que há reprodução a granel.

NOTA: Poderão ver mais fotos de Vila de Rei no PACIENTE PORTUGUÊS, basta clicar no botão TAMBÉM ESTOU AQUI que se encontra alojado na barra lateral.

publicado por mmfmatos às 18:35
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